O turismo, em sua essência, é o ato de deslocar pessoas em busca de experiências, descanso, cultura, natureza, história ou simplesmente novos olhares sobre o mundo.
Porém, ao contrário do que muitos acreditam, ele não é apenas realizar eventos, nem promover ações que movimentem moradores de um bairro para outro ou até de uma cidade vizinha para cá.
Esse tipo de circulação é válida, mas não é turismo que transforma uma cidade, nem gera desenvolvimento capaz de mudar a vida das pessoas.
Quando apenas os moradores locais se deslocam para um evento, o resultado é simples: enriquece-se o dono do negócio — e está tudo bem com isso — mas não há impacto significativo para a população em geral.
Fica faltando algo essencial: gerar um ciclo econômico capaz de criar empregos, oportunidades e qualidade de vida.
É aí que surge o verdadeiro protagonista do desenvolvimento: o turismo receptivo.
O que é Turismo Receptivo e Por que Ele é Transformador?
É aquele que traz visitantes de fora — de outros estados ou países — para conhecer uma cidade. É este tipo de turismo que movimenta hotéis, pousadas, transporte, alimentação, guias, comércio, cultura e serviços.
É ele que gera emprego, renda e desenvolvimento social.
Para isso, é preciso muito mais do que organizar eventos. É necessário:
Participar de feiras nacionais e internacionais, apresentando a cidade, seus encantos e diferenciais;
Treinar pessoas onde o turismo acontece, ou seja, nos bairros;
Ter sensibilidade para enxergar atrações onde ninguém mais vê;
E por fim, entender que turismo não é feito para os moradores, mas para quem vem de longe.
Esse último ponto é fundamental
Quando Mauro Queiroz viveu na Amazônia, percebia que quem crescia ali não valorizava a floresta — o calor, os animais, a dificuldade de locomoção. Mas pessoas do mundo inteiro pagam caro para conhecer exatamente aquilo que o morador, por costume, nem nota mais.
Isso mostra que turismo não é para quem mora, é para quem visita.
Treinamento Onde o Turismo Acontece
Não adianta levar quem trabalha com turismo para capacitações em bairros distantes: isso atrapalha e diminui os resultados.
O treinamento deve ocorrer dentro das próprias comunidades turísticas, fortalecendo quem vive no local, quem conhece os caminhos, a cultura, as histórias.
A Base: Permanência
Turismo de verdade começa quando o visitante se hospeda pelo menos duas noites.
É quando ele tem tempo para passear, consumir, conhecer e vivenciar a cidade.
Passeios que saem de Gaspar para Pomerode, Rio dos Cedros, Blumenau ou para o Vale Europeu — e retornam à noite para vivenciar a cultura local — são exemplos típicos de turismo estruturado.
Eventos, festas e restaurantes típicos são ferramentas importantes, mas não são o todo.
Turismo que Gera Renda de Verdade
O turismo receptivo movimenta setores como:
Transporte e translados (aeroporto–Gaspar–aeroporto) Vans e micro-ônibus para passeios
Hotéis e pousadas
Guias de turismo
Artesanato
Gastronomia
Comércio especializado
O exemplo clássico é Gramado, onde há passeios de um dia inteiro, roteiros estruturados e experiência contínua — é isso que faz o turismo girar.
Sem Turismo Receptivo, Sobra Muito Pouco
Sem receptivo, uma cidade fica restrita a comércio, restaurantes e pousadas que hospedam vizinhos.
Falta o fluxo constante de visitantes que realmente movimenta a economia.
A experiência de Mauro Queiroz em encontrar atrações onde ninguém imagina é vasta — e revela algo simples: toda cidade tem potencial turístico, mas poucas sabem explorá-lo.
Estratégia e Planejamento
Com uma estratégia bem elaborada e planejamento os resultados logo serão notados.
Conclusão
Turismo é desenvolvimento. Turismo receptivo é oportunidade. É renda, emprego e futuro.
É transformar a identidade de um lugar em um destino desejado por quem está longe — e, assim, devolver prosperidade a quem está perto.
Quando uma cidade compreende isso, ela deixa de sobreviver e começa a crescer.





