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CulturaHistória

A História do Arraial Do Ouro em Gaspar

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Atualizado: 01/2026
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Você conhece a história do Arraial Do Ouro em Gaspar? Então prepare-se para se surpreender.

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O nome Arraial do Ouro se deve à exploração de ouro na região, especificamente em pepitas encontradas nos ribeirões. A descoberta do ouro atraiu muitos forasteiros, que vinham com suas carroças carregadas para o lugar.

Foi um período de muito movimento, gerando uma espécie de “febre do ouro” na região, provavelmente antes do século XIX.

O termo “Arraial” se refere ao lugar, um povoado ou acampamento, e “ouro” por causa do minério encontrado na região. O bairro também é cortado pelo Ribeirão do Arraial.

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A procura do ouro no Ribeirão do Arraial e em outros córregos do território gasparense é um fato muito antigo. Esta atividade foi interrompida e reiniciada várias vezes.

Apesar de muita gente ter tentado se estabelecer no Arraial do Ouro, logo iam embora devido as imensas dificuldades. Além do ouro ter ficado escasso, contava também o isolamento e as longas distâncias. Então, mudavam-se para outras regiões ou ficavam próximos ao Porto Arraial.

Mas, em 1824, algo aconteceu. Iniciou-se a imigração Alemã. O governo brasileiro, sob Dom Pedro I, incentivou a vinda de imigrantes europeus para colonizar o sul do país. Uma região que precisava de ocupação e desenvolvimento. Era oferecido passagens, terras e isenções de impostos para atrair os colonos.

A ideia era atrair a força de trabalho europeia, para substituir a mão de obra escrava em algumas áreas e para garantir a ocupação das fronteiras.

Enquanto o Brasil precisava-se de colonização, na Europa, os alemães buscavam uma nova vida devido a problemas como pobreza, instabilidade política e os impactos da Revolução Industrial. O território que hoje conhecemos como Alemanha não era unificado até 1871. Era composto por diversos reinos, ducados e cidades-estados, o que gerava instabilidade política e incerteza para a população.

Havia extrema penúria, pobreza absoluta e fome. As guerras devastaram os campos, e o clima rigoroso frequentemente prejudicava as colheitas. Entre as décadas de 1840 e 1850, ocorreram anos sem produção de alimentos devido a questões climáticas e conflitos.

A indústria estava no começo, e a chegada da Revolução Industrial gerou desemprego, afetando artesãos que não conseguiam competir com as novas tecnologias.

O primeiro grupo de imigrantes alemães em chegou em 1829, em Desterro, hoje Florianópolis. A Saga havia começado. De lá iam para primeira colônia alemã do estado, chamada São Pedro de Alcântara. Esse grupo, composto por cerca de 523 colonos de Hunsrück, na Alemanha, e algumas famílias luxemburguesas, foi parte de um projeto do governo imperial brasileiro para povoar e desenvolver economicamente o sul do país. Alí era o embrião do Arraial do Ouro.

Após a chegada dos primeiros imigrantes alemães e de outros países também. A colonização começou. Muitos outros navios vieram trazendo novos imigrantes com muitos sonhos e esperança. Eles se espalharam para as localidades onde o governo oferecia terras.

Entretanto, muito do que havia sido prometido não se cumpriu no período imperial. Promessas de terras e melhores condições de vida não eram de todo verdade. Oportunidades, terras férteis, condições dignas se transformou na dura realidade que enfrentavam na chegada. Condições de vida precárias, já que muitos foram alojados em condições insalubres e improvisadas e sobretudo, trabalho árduo.

Eles esperavam ser pequenos proprietários, mas frequentemente acabavam trabalhando em condições análogas à escravidão nas grandes fazendas, principalmente nas lavouras de café. Além disso, a cultura, o clima e os alimentos locais eram muito diferentes do que estavam acostumados.

Muitos foram para Blumenau e outras colônias. Os primeiros imigrantes chegaram ao Arraial do Ouro quase 50 anos depois dos primeiros navios, por volta de 1890. Onde estão as arrozeiras era mata fechada. Não havia a BR e nem ruas, mas apenas caminhos estreitos onde mal passava uma carroça. Sem pontes, atravessar os ribeirões era difícil. Era muito alagadiço e por isso muitos ficavam no Porto Arraial.

A região de Porto Arraial, no início do século 18, era chamada de “Estaleiro das Naus”. Isto porque na foz de um córrego próximo ao atual trevo Lagoa – Arraial (Próximo a Escola Vitório Anacleto Cardoso), havia um estaleiro para construção e reparos de embarcações fluviais e marítimas.

Era uma época em que a exploração de madeira e ouro acontecia sem o controle das autoridades. Muita madeira foi retirada onde hoje está a BR, pastos e arrozeiras. A agricultura atendia o consumo local e subsistência e pouca farinha e café eram comercializados.

A agricultura atendia ao consumo local e subsistência, e pouca farinha e café eram comercializados. A população, geralmente cabocla, veio do litoral.

Por volta de 1850, Nicolau Werner, conhecido como Nicolau Barbudo adquiriu grande extensão de terras nas duas margens do rio que se limitavam com as de José Agostinho dos Santos. Seus vizinhos a leste, eram os Souza e a Oeste, o alemão Andréas Bêttger.

Nicolau Werner, veio de São Pedro de Alcântara e viveu até sua morte nas terras da Margem Direita. Seus filhos, Pedro e José, ocuparam a propriedade da Margem Esquerda. Pedro, agricultor abastado, morava próximo à entrada do Morro Grande (atual Elói Anastácio da Silva). Produzia muito açucar, cachaça e farinha. Era falquejador de madeira usada para construção de ranchos, pontes e armações de casa enxaimel.

Oriundos da região de Biguaçu, Angelina e São Pedro de Alcântara. Os descendentes de alemães que vieram morar no Arraial do Ouro trouxeram no DNA, coragem, esperança, força, determinação e nada era capaz de detê-los em construir uma vida melhor.

As familias foram chegando, entre eles: José e Cristina Sabel com sua família, José Miguel e Maria Luiza Pitz com suas famílias, Nicolau Meis ou Maes e Ana com um bebê, a família Junkes e outras.

Na época, nas terras do Arraial baixo, José Agostinho dos Santos, parente de José Agostinho Pereira e de Inácio Agostinho dos Santos exerciam grande liderança. Tinham uma propriedade muito extensa com engenhos de farinha, açúcar, cachaça, e principalmente serraria movida a água e empregavam pessoas que viviam na região.

Entre 1928 e 1932 Léo Sábel e Martinho Nifa de Oliveira fizeram os primeiros quadros de arrozeiras. Situavam-se na planície dos Sábel e na planície lateral à entrada para o Morro Grande.

Em agosto de 1844, 109 colonos vindos da Bélgica chegaram em São Pedro de Alcântara e depois foram para Ilhota. Mas, devido brigas por terra, falta de título de propriedade fez alguns belgas irem para outros lugares como Gaspar.

Alguns nomes constam nos documentos históricos: Hostins, Van Dall e Deschamps.Há registros da família “Beiler que provavelmente por motivo de erro cartorial tornou-se Bauler. E isto aconteceu com muitos outros nomes como: Boettger, Boettcher, Junkes ou Junges e outros.

Na mesma época, muitos tentaram ficar no Arraial Alto, mas desistiam devido as duras condições. Mas em 1890, outras famílias vindas de Biguaçu e São Pedro de Alcântara, desanimados com as geadas e com o desgaste do solo, mudaram-se para Gaspar.
Roberto Schmitz casado com Apolônia Schmitt, adquiriu cinco lotes de terras de Mathias Spengler, dois lotes de Helmuth Gebien e de outros. Eles foram provavelmente os primeiros moradores do Arraial Alto que juntamente com dois ajudantes negros, preparou moradia para sua família.

Depois de fazer uma casa espaçosa com sótão, foi buscar a familia. A viagem durou três dias. Os animais vieram andando, as crianças e os pertences, na carroça e os adultos montados nos cavalos.

Entre 1915 e 1920, ocorreu este povoamento que tem ligações estreitas com os moradores de Ribeirão Saltinho (Arraial Belchior), Cananéia e Baú (llhota).

A escolha pareceu acertada. Fato que motivou a vinda de outras famílias amigas e aparentadas de Biguaçú, que do outro lado dos morros de Ribeirão Saltinho, vieram estabelecer-se, e chamaram este lugar de Arraial Alto.

Outras famílias vieram entusiasmadas com o novo lugar. Entre eles estavam as famílias: Schmitz, Schmitt, Jansem, Stein, Oechsler, Zimmermann, Gesser, Ulrich, Krause, Junkes (Junges), Theiss, Knopp (Knoth) e Tillmann.

A ocupação do Arraial Alto estendeu-se ao norte para Cananéia, ao Sul para o Arraial Baixo. A princípio as ligações de Arraial Alto eram maiores com Cananéia e Ribeirão Saltinho (Belchior Baixo). Mas, a vinda de parentes e amigos para a região de Arraial baixo, fez surgir picadas entre os morros.

Por volta de 1920 foi construída uma capelinha nas terras de Roberto Schmitz. Era em madeira, tipo chalé, envidraçada com uma cruz plantada por ocasião de missões religiosas. Foi construída por Felipe Lanzer (Lança como chamam alguns), José Junkes (Pai do Zecão), Roberto Schmitz, Willy Waldrich, José Knopp, entre outros.

Atrás da capela foi feito o cemitério. Anos depois, esta capela foi substituída por outra, em local de melhor acesso. Esses novos proprietários eram conhecidos como “alemães biguanos” por terem cultura alemã e procederem de Biguaçu. Eram pessoas simples, com alto espírito cooperativo e amizade.

Eram pessoas alegres e com capacidade incrivel de vencer dificuldades. Católicos fervorosos, muito trabalhadores e confiantes em realizações futuras. Produziam quase tudo o que consumiam. O açúcar, a cachaça e a farinha eram a base econômica do lugar.
As terras do Arraial Baixo eram alagadiças.

Os primeiros caminhos tiveram que ser estivados com ripas de palmeiras e coqueiros. Vários engenhos de serra funcionavam na região. Agostinho Flôres tinha alguns, sendo o mais conhecido, situado no Saltinho do Arraial.

Juca Grande, Pedro Bornhausen, Manoel Faustino dos Santos, Mathias Spengler e Alberto Léo Schimitt tinham propriedades no Arraial onde se explorou muita madeira. As toras e pranchas desciam pelo Ribeirão que eram organizadas no Porto Arraial e transportadas pelo Rio Itajaí em forma de jangadas.

A madeira de primeira qualidade era exportada. O transporte era feito através de baleeira até o rio Itajaí-Açu ou mais precisamente, na altura da atual igreja de Belxior Baixo. Entretanto, algumas toras eram conduzidas pelo ribeirão até o Porto Arraial.

Os primeiros colonos que se estabeleceram no Arraial, apesar da dificuldade que passaram, eram gente de muita fibra e imenso amor na dedicação à terra.

Um colono para pagar suas terras, trabalhava por vinte anos, lavrando as encostas dos morros, ou derrubando, manualmente, as pesadas madeiras nativas.

A história do Arraial do Ouro, é a história de homens e mulheres que mesmo trazendo quase nada nas mãos, carregavam tudo no coração: fé, coragem, amizade e um amor pela terra tão profundo que atravessou gerações.

Foram os pioneiros — imigrantes alemães — que deixaram para trás tudo o que conheciam e enfrentaram uma vida dura, muitas vezes quase insuportável. Na mata fechada, no barro, na chuva, nas distâncias intermináveis, eles construíram seus sonhos madeira por madeira, dia após dia.

E, nesse caminho de sacrifício, moldaram o que somos até hoje.A personalidade do nosso povo foi forjada na adversidade.

Daquelas mãos calejadas nasceram a honestidade, a bravura, a união e a fé que ainda vivem em cada família do Arraial do Ouro.

Talvez, agora você entenda porque o povo do Arraial é tão aguerrido e batalhador. Está no DNA da nossa gente. A força de vontade, a coragem e a perseverança é a nossa marca.

Ouro do Arraial: A História e a Devoção de Zeca Pitz
TAG:CulturaHistória
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